Encontro Oriente Ocidente

Encontro Oriente Ocidente

ENCONTRO ORIENTE OCIDENTE

Das várias vezes em que o ocidente e o oriente procuraram se encontrar, uma delas marcou a história moderna da música para sempre: em 1966, o citarista indiano Ravi Shankar e o violinista americano Yehudi Menuhin gravam o álbum ‘East meets West’, dando início a uma série de parcerias e projetos musicais entre talentos dos dois lados do planeta, encontros que nunca tinham acontecido, e que a partir de então nunca mais pararam. Para comemorar os 50 anos deste acontecimento, cinco artistas se reúnem especialmente para o festival: Marília Vargas, soprano brasileira e Oula Al-Saghir, cantora síria recém migrada para o Brasil, e os músicos brasileiros Guilherme de Camargo, Diocleyr Baulé e Beto Angerosa (re)criam o Encontro Oriente Ocidente a partir de si mesmos, de suas origens e suas vivencias musicais, e apresentam canções antigas e contemporâneas da Europa ocidental e oriental.

 

Integrantes

Marília Vargas – Canto

Oula Al-Saghir – Canto

Dyocleir Baulé –  Flautas orientais e flauta transversal

Guilherme de Camargo – Cordas dedilhadas

Beto Angerosa – Percussão 

DO ORIENTE MÉDIO AO OCIDENTE 

Quando ‘Ocidente encontra Oriente’ foi gravado meio século atrás, esse encontro entre Ravi Shankar e Yehudi Menuhin, a cítara e a violino, a escala indiana e a escala cromática, a música milenar indiana e a música clássica ocidental, abririam definitivamente as portas para uma colaboração musical consistente entre ocidente e oriente. E é essa celebração de culturas, de mundos diferentes criando juntos, que os artistas do Encontro Ocidente Oriente trazem para o festival.

No programa, canções de tradição Sefardita são apresentadas nas versões dos vihuelistas espanhóis do século XVI, misturando-se aos sons das flautas e percussões orientais. Assim acontece também com as canções tradicionais do oriente, que ganham uma roupagem particular, onde tradição e modernidade se encontram. Peças instrumentais de tradição persa misturam-se à tradição dos guitarristas espanhóis do século XVII, agregando ao espetáculo momentos de improviso e vivacidade.

 

Marília Vargas – Soprano

Debutou no Teatro Guaíra, aos 12 anos como o Pastor na ópera Tosca, sob a direção do maestro Alceo Bocchino. Estudou com Neyde Thomas, Montserrat Figueras, Christoph Prégardien, Silvana Bartoli e Barbara Bonney.

Uma das mais ativas e respeitadas sopranos de sua geração, Marília Vargas divide seu tempo entre concertos, master classes e festivais de música, que a levam regularmente a realizar concertos em importantes teatros, destacando o Theater Basel, Stadt Casino Bern, Tonhalle Zürich, Wiener Konzerthaus, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Sala São Paulo, Arsenal Metz, Theatre Royal Versailles, Berliner Konzerthaus, Auditorium e Liceo de Barcelona, Helsinki Music Centre e National Center of Performing Arts Beijing, em diversos países europeus, América Latina e Ásia.

Possui extensa discografia e inúmeras gravações para rádio e TV brasileiras e européias (TV Brasil, TV Cultura, TVE, Arte,Mezzo). Seus dois álbuns solo, Todo amor desta terra e Tempo breve que passaste: Modinhas Brasileiras estão ambos esgotados.Em agosto de 2014 lançou seu mais novo CD: Engenho Novo, ao lado do pianista e compositor André Mehmari.

Marília Vargas é também professora de Canto Barroco na Escola de Música do Estado de São Paulo, preparadora vocal do Coral Jovem do Estado e professora da Oficina de Música Barroca da Escola Municipal de Música de São Paulo.

Marília Vargas – Soprano

Marília Vargas – Soprano

 

Oula Al Saghir – voz

Oula Al Saghir é de origem Palestina e nasceu na Síria, no seio de uma família de músicos. Seu pai era  um conhecido alaudista e Oula teve, já na infância, contato com os melhores artistas da sua região.

Há cerca de um ano no Brasil, Oula apareceu em um programa da Rede Globo, sobre os novos imigrantes chegando ao Brasil. Na ocasião, revelou seu talento e foi notada por diversas pessoas. Desde então, tem tido diversas oportunidades para cantar em eventos e concertos. Em 2015 participou do projeto Ninárias, ao lado da soprano Marília Vargas, cantando canções de ninar do mundo todo. Oula canta pela paz, pela liberdade e por seu país.

Oula Al Saghir - voz

Oula Al Saghir – voz

 

Guilherme de Camargo – Cordas dedilhadas

É doutor, mestre em musicologia e bacharel em música pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Aperfeiçoou seus estudos de violão com Edelton Gloeden e, em 1992 viajou à Holanda onde, por dois anos, teve aulas com Hein Sanderinck (HOL) e Jorge Oraison (URU), especializando-se nas cordas dedilhadas antigas desde então. Participou também de diversas masterclasses, das quais destacam-se as realizadas com Abel Carlevaro, Francisco Gato e Hopkinson Smith. Participou, como instrumentista e arranjador, da gravação de uma série de CD’s e vídeos em comemoração aos 500 anos do Brasil, sob a direção do maestro Ricardo Kanji, com quem realizou concertos em Portugal por ocasião das “Jornadas Gulbenkian de Música Antiga”, um dos mais representativos eventos europeus do gênero e com quem gravou pela Paulus, um CD de choros em instrumentos barrocos, lançado em 2004. Em 2001, teve ativa presença na 1ª Semana de Música Antiga de São Paulo, estreando seu recital solo “350 Anos de Cordas Dedilhadas”, um panorama da música para alaúdes e guitarras e atuou, em fevereiro de 2002, como teorbista, no espetáculo “Barroco!”, realizado no Centro Cultural do Banco do Brasil (São Paulo), com nova temporada em Brasília, em março de 2003. Participou, junto à OSESP, das montagens da “Paixão Segundo São João”, de Bach, da “Barca de Venezia per Padova”, de Banchieri, da ópera Dido e Enéas, de Purcell, e do “Vespro de la Beata Vergine”, de Monteverdi. Junto à OSUSP, das “Quatro Estações”, de Vivaldi e com a Banda Sinfônica do Estado de São Paulo da montagem do Orfeu de Monteverdi. Em maio de 2004, viajou, como convidado do grupo uruguaio De Profundis, para a Bolívia, para uma série de concertos dentro da programação do V Festival Internacional de Música Renascentista Y Barroca Americana “Missiones de Chiquitos”. Gravou em 2005 dois CDs dedicados às modinhas e lundus, lançados na França e no Brasil. Durante julho e agosto do mesmo ano participou da montagem da ópera barroca “Don Quixote Chez la Duchesse”, no Centro Cultural do Banco do Brasil no Rio de Janeiro. Em 2006 gravou pela Paulus o Cd “Velho Mundo Novo”, com o trio instrumental “Novo Ovo Novo”, produzido por André Mehmari. Em 2007 participou de diversos projetos relacionados à realização da música antiga, entre eles a direção musical de uma série de concertos realizados em São Paulo com realização do Sesc Pinheiros, e da gravação do segundo Cd do Novo Ovo novo. Foi professor, de 2007 a 2011, da Oficina de Música de Curitiba, realizada em janeiro de cada ano e é professor da cadeira de alaúde, guitarra barroca e teorba da Emesp – São Paulo. Leciona alaúde no Festival Internacional de Música em Juiz de Fora, desde 2008. Em 2012 e 2013 foi professor do Curso Internacional de Música de Brasília, e realizou um recital junto a soprano Marília Vargas, no Helsinki Music Center, na Finlândia, e no Festival “Festes Baroques”, em Bordeaux, na França, além de dezenas de apresentações solo e em diversas formações de câmara em todo o país. Gravou e arranjou o cd Tempo Breve que Passaste, modinhas brasileiras. Tem realizado recitais solo, palestras e master-classes em todo o Brasil.

Guilherme de Camargo – Cordas dedilhadas

Guilherme de Camargo – Cordas dedilhadas

 

Diocleyr Baulé – Flauta Transversal e Naye (flauta árabe)

Iniciou seus estudos de música nos anos oitenta na Escola Municipal de Música SP, dedicando-se ao estudo de flauta transversal; e mais tarde, a partir de 1991 passou a  estudar também canto. Graduado em Flauta pela Escola de Comunicações e Artes da  Universidade de São Paulo, onde foi aluno do flautista Antônio Carlos Carrasqueira, bem como de canto do tenor Benito Maresca. Mestrando em Semiótica pela FFLCH-USP.

Como flautista, já exerceu diversas atividades tanto com música popular quanto com erudita: choro, jazz/música brasileira, música de câmara, experiência sinfônica e flamenco.

Ultimamente suas atividades profissionais dividem-se entre o canto e as flautas. Incluindo em suas performances a utilização de versão clássica da flauta transversal ocidental, bem como a flauta diagonal milenar do oriente médio, o naye _ que lhe despertou o interesse: uso (no maqamat, sistema de modos do oriente médio, e sistemas sincréticos) e construção (primeiro em pvc, ultimamente em cana-do-reino [arundo donax], desde o final dos anos 1990.

Diocleyr Baulé – Flauta Transversal e Naye (flauta árabe)

Diocleyr Baulé – Flauta Transversal e Naye (flauta árabe)

 

Beto Angerosa – Percussão

Músico baterista e percussionista , bacharel em Filosofia pela USP , iniciou sua formação musical na adolescência, buscando sempre realizar um trabalho de criação e pesquisa em torno da percussão nas diversas linguagens da música mundial, abrindo uma perspectiva de grande versatilidade, em estilos como ‘instrumental brasileiro, jazz, mpb, latino,  pop/eletrônico, e a música “étnica”, como flamenco, árabe, afro, oriental , judaica, balcânica’, e outras, participando continuamente de gravações, bandas e shows por todo o país e no exterior.Atualmente participa de CDs e DVDs de vários projetos musicais, em fase de lançamento (entre 2012 e 2013) – com o acordeonista Toninho Ferragutti (CD “Ó Sorriso da Manú”), a Orquestra Mundana de Carlinhos Antunes  (CD “Muvuca”),  grupo Mutrib (CD “Primeiras Viagens”), a cantora Fortuna (CD e DVD “TicTic Tati”, musical infantil produzido pela rede Sesc), o guitarrista flamenco Fernando de la Rua (CD “Nuances”), o grupo Mawaca ( CD e DVD “Inquilinos do Mundo”), CD “Sinais Vitais” (da cantora de Nova MPB Anabel Bian), além de atuar como freelancer em diversas produções e gravações.  Atuações no exterior – Temporada no Teatro Casino de Paris em março de 2012 ( com o espetáculo de música e dança contemporânea ‘Samba”, dirigido por José Possi Neto, e com Zizi Possi, Paula Lima, Cia Estúdio 3, entre outros) , shows em outubro de 2012 na Guiné (África- em comemoração de sua independência), Festival Nuits Atypiques de Langon (França) com Carlinhos Antunes e Orquestra Mundana, Festivais de Jazz na Suécia, Dinamarca e Noruega com a Brazilian Skandinavian Jazz Orchestra, além de Portugal, em Évora- Festival Evora Clássica , Lisboa e Espanha- Madrid),  Panamá (Teatro Nacional) , Guiana Francesa (Festival Danse la Ville) , Punta Del Este e outros, tanto como atração principal, como acompanhando grandes nomes da cena musical.  Alguns artistas com os quais já gravou ou atuou: Tom Zé, Dominguinhos, Fortuna, Fernanda Porto, Daniela Mercury, Cauby Peixoto, Alcione, Zizi Possi, Paula Lima , Ângela Maria, Renato Braz, Fabiana Cozza, Luiza Possi, Suzana Salles, Ná Ozzetti, Laura Finocchiaro , Mawaca, Carlinhos Antunes, Toninho Ferragutti, Barbatuques,  Roberto Menescal, Vicente Barreto, Gerônimo, Romero Lubambo, Ulisses Rocha, Badi Assad , Benjamin Taubkin, Yamandu Costa, Léa Freire, Teco Cardoso, Christiane Neves, Sizão Machado , Nenê , entre outros. Atuou também com os artistas internacionais Kepa Junquera (país Basco), Ken Ries e Bernard Fowler (saxofonista e back vocal dos Rolling Stones) , os artistas flamencos espanhóis Antonio Canales Agustin Carbonell  “Ël Bola”, Antonio Heyes, Pol Vaquero, Carmen La Talegona, Belén Maya, Belen Fernandez, Alfonso Losa , Nino de los Reyes, Davi Paniagua, Antonio Sanchez, Manuela Rios, e  também Lars Moller (Dinamarca), Hassam Hackmoun (Marrocos) , Saeid Shanbe Zadeh (Irã), Bayfall (Senegal) , Djiguya (Burkina Faso), Fanta Konate e Petit Mamady (Guiné), Pepe Cisneros e Yaniel Mattos (Cuba), Stewart Mennin (Eua), entre outros .

Beto Angerosa – Percussão

Beto Angerosa – Percussão

 

Ensemble Gaoshan Liushui

Ensemble Gaoshan Liushui

ENSEMBLE GAOSHAN LIUSHUI

Formado em 2012, o Ensemble Gaoshan Liushui representa o primeiro grupo de música chinesa atuante no Brasil. Voltado à performance das músicas folclóricas com instrumentos étnicos da China, o Ensemble explora as diferentes relações estéticas que a cultura chinesa apresentou ao longo de sua história, rearranjando e apresentando músicas desde os primórdios da dinastia Qin (221–206 a.c.) até os anos da Revolução Chinesa. O Ensemble é formado por cinco músicos, artistas e pesquisadores envolvidos com a cultura chinesa. Cada um com sua área de atuação e especialidade contribui para que este grupo seja um difusor do patrimônio cultural da música chinesa.

Integrantes

Marília Vargas: voz

Nelson Lin: cítara de martelo Yangqin

André Ribeiro: cítara Guqin e alaúde Zhongruan

Alfredo Rezende: violino de espiga Erhu

Cíntia Harumi: flautas Dizi

INFLUÊNCIAS JESUÍTAS NA CHINA 

O projeto artístico do Ensemble Gaoshan Liushui explora as relações artísticas entre a China e a Europa setecentista, trazendo pela primeira vez ao público brasileiro obras musicais compostas por jesuítas a serviço da corte chinesa dos Qing (1644–1911). A performance do grupo traz à cena obras de caráter híbrido das culturas musicais chinesa e europeia. Ela ilustra uma síntese de sonoridades instrumentais herdadas de uma prática musical barroca europeia e relativizadas face àquelas que, na transição dinástica dos Ming (1368–1644) aos Qing (1644–1911), perfilavam a música imperial chinesa. O programa dá destaque especial para os “Divertissements Chinoises” do padre jesuíta Père Joseph-Marie Amiot (1718-1793) que esteve a serviço da corte chinesa do imperador Qianlong entre 1751 a 1793.

The Boston Camerata

The Boston Camerata

THE BOSTON CAMERATA

“The Boston Camerata” constitui um dos mais tradicionais conjuntos de música antiga do mundo. Fundada em 1954, é conhecida por mesclar espontaneidade e emoção com uma pesquisa cuidadosa e investimentos em educação. Seu renomado corpo de cantores e músicos especialistas em instrumentos antigos intercala apresentações na região de Boston e nos EUA com suas turnês pela Europa, onde apresentam o seu repertório medieval, renascentista e barroco. Com uma atuação transdisciplinar e social, a Camerata realiza ainda projetos que incluem residências artísticas no famoso Massachusetts Institute of Technology (MIT), parcerias com coros locais de crianças e adultos, e formação de jovens músicos nos EUA e na Europa. Atualmente, o grupo encontra-se sob a direção da cantora e pesquisadora de origem francesa Anne Azéma.

 

Integrantes

Anne Azéma: voz, hurdy gurdy

Joel Cohen: voz, alaúde, percussão

Boujemaa Razgui: voz, nay, oud, percussão

 

SINCRETISMO MUSICAL NA EUROPA MEDIEVAL

Historicamente separados por conflitos e narrativas, judeus, muçulmanos e cristãos estão mais próximos em suas origens do que estamos acostumados a enxergar. E são essas pontes que o Boston Camerata nos apresenta, canções que seguem um roteiro de vidas, territórios e religiosidades: ‘Canções do Exílio’, ‘Do Egito’, ‘Pai querido: Histórias de Abraão’ e ‘Clareie minhas sombras: Canções da Ibéria Mística’. Cânticos de Moisés seguidos por músicas ao redor do patriarca Abraão, o fundamento, fons et origo dessas grandes religiões monoteístas. A última música dessa parte do programa, sobre o nascimento de Abraão, representa bem esse entrelaçamento cultural: canção de tradição popular da Bósnia, o sincretismo que nela se mostra vai muito além da teologia “oficial” de qualquer religião: aqui, a comunidade sefardita se alegra com o nascimento do patriarca imaginando uma variante judaica da estrela cristã de Belém. E a melodia construída no estilo árabe/otomano hejaz-al-kabir. O programa dedica-se também à música da Ibéria medieval – essa incrível esquina da Europa onde, por muitos séculos, práticas e tradições islâmicas, cristãs e judaicas coexistiram de forma extraordinária – com canções por onde confluem temas, padrões de escalas, melodias, como rezas uníssonas e evocadas por povos diferentes em suas próprias línguas, mas em torno do mesmo desejo de harmonia e completude.

 

Yanqin Ensemble

Yanqin Ensemble

YAQIN ENSEMBLE

 

Chamamos de arabesco o ornamento criado pelo entrecruzamento de linhas, estéticas, conceituais. Essa imagem delicada se aplica ao que é o Yaqin Ensemble, grupo de música étnica e oriental. O grupo foi criado pelo pesquisador e multi-instrumentista Mario Aphonso III, responsável pelo lançamento de dois álbuns importantes de música oriental, dois ‘Arabesques’ aclamados mundialmente. O Ensemble é composto por instrumentistas que personificam diferentes tradições musicais, desde a música barroca e a música do oriente médio até a música popular brasileira. As composições trazem as escalas e ritmos árabes, quartos de tom e compassos assimétricos, criando uma linguagem musical do oriente de coloração criativa e inovadora.

 

Integrantes

Ian Nain: Oud, Curasaz

Felipe Gomide: Rabeca

Mário Aphonso III : Ney, Nay, Kaval

Francis Mehmet : Derbake, Riqq, Frame drums

João Guilherme Figueiredo: Cello Barroco

 

UM OLHAR DO ORIENTE NA PAISAGEM SONORA BRASILEIRA 

Misturando a instrumentação tradicional do oriente médio (oud, saz, nay, riqq, derbak e frame-drum) com o violoncelo barroco e a rabeca brasileira, o programa traz ao público composições e arranjos utilizando expressões do oriente, como a utilização dos maqams e iqqat (modos e ritmos orientais) em conjunto com a essência dos ritmos ocidentais e brasileiros. No concerto combinam-se clássicos da música oriental e seus grandes compositores, numa versão acústica, com composições de Mário Aphonso III, presentes na aclamada série de álbuns “Arabesque e Arabesque II”. Um espetáculo em forma de convite a transcendência, a ancestralidade, e a fusão entre mundos e olhares, tradições do passado e do presente. Universos musicais carregados de timbres, melodias e de texturas únicas que só esse entrelaçamento do ocidente com o oriente é capaz de oferecer.