O Festival de Alcântara está de volta.

A 4ª edição será entre 16-22 de Julho em Rosário, Bacabeira, Alcântara e São Luís.

Os melhores grupos de música barroca da América Latina (Paraguai, Venezuela, Cuba e Brasil).

TEMA: A Música no Tempo das Missões Jesuítas.

Concertos grátis, ações didáticas, conferências sobre música erudita e integração social com os melhores especialistas latino-americanos do gênero.


Uma edição excepcional para um evento internacional inédito

ENTRADA FRANCA PARA TODOS


Depois do sucesso obtido nas três primeiras edições do Festival, convidamos a todos para o IV Festival de Música Barroca de Alcântara, de 16 a 21 de julho de 2015, com programação nas cidades de Rosário, Bacabeira, São Luís e Alcântara.

Veja alguns destaques:

Conjunto de Música Antiga da UFF
Grupo Ars Longa
Paraguai Barroco
Bumba Ópera
Zarabanda

 

A MÚSICA NO TEMPO DAS MISSÕES JESUÍTAS

A importância dos jesuítas na História do Brasil é imensa e pode ser avaliada através do destaque que ainda hoje têm figuras do porte de Anchieta, Nóbrega e Vieira, três dos muitos discípulos de Inácio de Loyola que tiveram um papel fundamental na formação da identidade brasileira. Os primeiros jesuítas chegaram aqui apenas nove anos após a fundação da Companhia de Jesus em 1540 e durante mais de dois séculos (de 1549 a 1759), participaram ativamente do nosso processo colonizador.

A atuação deles foi de grande interesse para a Coroa Portuguesa, pois muitas vezes ocupavam áreas disputadas com a Espanha. 210 anos depois da sua chegada, a Companhia havia se estabelecido por toda a costa do Brasil, de Belém, no Estado do Pará, até Laguna, em Santa Catarina, espalhando-se desde as aldeias do interior da Amazônia à porção meridional do país (Sete Missões).

Com a missão de catequizar e educar, os missionários logo perceberam na musica um meio eficaz de sedução e convencimento dos indígenas. Estes eram fascinados pelos cantos e as musicas trazidas da Europa. Apesar das poucas pesquisas existentes sobre o assunto, sabemos que esta atuação musical dos jesuítas influenciou sobremaneira tanto na formação da cultura brasileira como na criação específica de identidades culturais regionais.

A presença dos jesuítas também foi vital no Maranhão. Na “Crônica da Missão do Maranhão”, escrita em 1698, o Padre João Felipe Bettendorf descreve suas experiências pessoais nas missões locais e refere-se à praticas musicais em vários trechos dessa crônica, onde faz claras referências a índios músicos (geralmente chamados de “charameleiros” ou “mestres de capela”). Vale ressaltar que um dos principais relatos de autoria jesuítica, foi mais tarde escrito pelo Padre Jose de Morais, em 1759, com o titulo “A historia da Companhia de Jesus na extinta Província do Maranhão e Pará”.

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Festival da Integração Social e Sul-Americana

Conhecer-se melhor através da Música Barroca

Nunca desistir: esta quarta edição do Festival de Música Barroca de Alcântara (Bacabeira, Rosário e São Luís), comprova que a perseverança se revela fundamental para transformar intenções igualitárias em ações culturais concretas.

Bem vindos a esta realidade musical diferente! Ao seu modo, nosso Festival itinerante consagra cinco anos de luta levando um gênero musical sofisticado a pessoas do interior do Maranhão que nunca tiveram a oportunidade de entrar numa sala de concerto. Oferece concertos de grupos musicais de qualidade e de renome internacional a um público com limitada oferta cultural, reconciliando com a sua rica, mas esquecida história, municípios em processo conturbado de mutação. Sobretudo oferece a uma juventude carente de modelos estéticos, e pior, éticos, novas chaves para o conhecimento e para a compreensão da complexa história da música e das artes, abrindo caminhos culturais para os jovens melhor se integrarem numa sociedade cada vez mais competitiva. Tais são os principais objetivos do Festival.

O evento mantém-se indiferente a modismos comerciais e ao cômodo clientelismo cultural dos quais, infelizmente, pouco sobra de aproveitável, como se pode comprovar observando o panorama dos últimos anos. Sem cumprir tal missão pedagógica e social – de novo com muitas ações em escolas públicas, com apresentações para jovens pacientes de câncer em São Luís e para os detentos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas – , o nosso propósito musical no Maranhão seria meramente recreativo. As realidades locais obrigam a muito mais do que a somente lisonjear e agradar. Assim, o Festival cresce pouco a pouco num contexto árduo, brotando nos moldes de uma iniciativa pedagógica quase rebelde, fora de linha, mas seguindo uma estratégia consistente a médio e longo prazo, incentivando o seu público a erguer a cabeça pelo alto, nutrindo tanto os ouvidos como os corações de uma esperança sincera, atemporal e sem fronteiras.

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